segunda-feira, 11 de junho de 2012

SEU FILHO MERECE UM NÃO

Um adolescente que pode tudo: ficar na Internet o tempo que quiser, aparecer na sala com 15 tatuagens sem chocar ninguém, voltar para casa a hora que bem entende, dormir com a namorada, que vai acordar de camisolinha e te chamar de “tia” no café da manhã, e até fumar maconha, desde que seja em casa. Pobre dessa velha criança: contra que ela vai lutar, se tudo lhe foi permitido?

Se você acha normal uma menina de 12 anos usar um monte de pulseiras coloridas que, arrebentadas, a obrigam a dar um beijo ou transar, é bom parar de ler esta página. Porque é evidente que ela não tem discernimento algum sobre essa brincadeira inconsequente. E, se tiver, como vai dizer não ao coleguinha? Você se lembra bem de como era duro ser adolescente e ficar de fora da brincadeira da moda, arriscando ser tratada como lixo pela “turma”. Então é melhor mesmo generalizar e proibir essa infâmia.

Muitos pais, depois de ler vários manuais de bobagens, têm medo de dizer não aos filhos por medo de cercear sua individualidade e criar adultos reprimidos, como aprendeu a geração 70, filhos da ditadura e dos divãs dos psicanalistas. Diante do meu espanto com as paredes de sua sala de estar completamente imunda e pichada, uma conhecida disparou: “A Pituquinha é muito artística e a psicóloga disse que não deveríamos proibi-la de pintar nada para não inibir sua criatividade”. Será que a mãe de Monet o deixava pintar a sala de casa e não o obrigava a guardar direitinho os pincéis na caixa em que os encontrou?

Não que eu defenda os pais tiranos, longe de mim. Tem gente que flerta com a loucura ao proibir tudo: dormir na casa do amiguinho, usar um pé de tênis diferente do outro, ir para a matinê com todos os colegas. Mas é preciso saber dosar: não há o menor problema em querer conhecer os pais do amiguinho que vai hospedar seu filho, exigir que ele telefone de vez em quando, vesti-lo e penteá-lo apropriadamente para ir ao colégio (até porque, no futuro, seu chefe não gostará de vê-lo com um pé de cada cor), buscá-lo na matinê para ver que turma é aquela — e fuxicar sempre o Facebook dele, lógico.

E, se um dia, seu filho contestar uma regra imposta — e ele há de contestá-la, pode aguardar — para certas perguntas ainda não inventaram resposta melhor do que “não porque não; a casa é minha, que eu pago as conta e aqui mando eu”. Como era bom o tempo em que nossos pais gritavam para apagar as luzes porque eles não eram sócios da Light. Ou quando ameaçavam nos colocar para fora de casa se não chegássemos na hora determinada. No futuro, quando seu filho for confrontado a uma situação cuja solução depende de disciplina, você será lembrado não apenas pelo que lhe deu, mas pelo que lhe negou.

Uma criança familiarizada aos limites tem grandes chances de ser um adulto consciente de que o mundo não lhe deve nada; que é preciso correr atrás para conquistar aquilo que se deseja; que sua liberdade termina onde começa a do outro; e que o outro não é obrigado a ceder a seus caprichos e vontades.

Também saberá que ninguém é de ninguém; que as pessoas que entram em sua vida não fazem parte de uma corte pronta para servi-lo; que ele não tem controle sobre todas as coisas e sobre os sentimentos alheios; e que, por mais que seja traído ou enganado, não pode sair por aí fazendo — literalmente — picadinho de seres humanos. Está aí outra educação negligenciada, a emocional. Nesse mundo novo de relacionamentos frágeis, em que um casamento pode durar dez anos ou dez dias, em que se pede um divórcio como se vai à feira, uma criança deve também ser iniciada na arte do desapego afetivo, porque só quem recebeu muito não na vida é capaz desuperar uma desilusão amorosa e estar pronto para outra.

Na educação das crianças, é preciso bom senso, como em tudo na vida. E estabelecer regras claras, explicando por que os limites existem e, obviamente, punindo quando eles são rompidos. Porque a vida é duríssima e todo mundo um dia acaba pagando por suas faltas — menos os políticos, é claro.

10 DE JUNHO DE 2012 | 12:00 | CRÔNICA |
http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2012/06/10/seu-filho-merece-um-nao/

O Universo é uma imensa livraria



A Terra é apenas uma de suas estantes.
Somos os livros colocados nela.
Da mesma maneira que as pessoas compram livros, apenas pela beleza da capa, sem pesquisarem o índice e conteúdo do mesmo, muitas pessoas avaliam os outros pela aparência externa, pela capa física, sem considerarem a parte interna.
Outras procuram livros com títulos bombásticos, sensacionalistas histórias de terror ou romances profundos.
Também é assim com as pessoas:
há aquelas que buscam sensacionalismos baratos, dramas alheios ou apenas um romance.
Somos homens-livros lendo uns aos outros.
Podemos ficar só na capa ou aprofundarmos nossa leitura até as páginas vivas do coração.
A capa pode ser interessante, mas é no conteúdo que brilha a essência do texto.
O corpo pode ter uma bela plástica, mas é o espírito que dá brilho aos olhos.
Também podemos ler nas páginas experientes da vida, muitos textos de sabedoria.
Depende do que estamos buscando na estante.
Podemos ver em cada homem-livro um texto-espírito impresso nas linhas do corpo.
Deus colocou sua assinatura divina ali, nas páginas do coração, mas só quem lê o interior descobre isso.
Só quem vence a ilusão da capa e mergulha nas páginas da vida íntima de alguém, descobre seu real valor, humano e espiritual.
Que todos nós possamos ser bons leitores conscientes.
Que nas páginas de nossos corações, possamos ler uma história de amor profundo.
Que em nossos espíritos possamos ler uma história imortal.
E que, sendo homens-livros, nós possamos ser leitura interessante e criativa nas várias estantes da livraria-universo.
A capa amassa e as folhas podem rasgar.
Mas, ninguém amassa ou rasga as idéias e sentimentos de uma consciência imortal.
O que não foi bem escrito em uma vida, poderá ser bem escrito mais à frente, em uma próxima existência ou além.
Mas, com toda certeza, será publicado pela editora da vida, na estante terrestre... 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Especialistas interpretam o mundo de quem convive com a dislexia


Transtorno da fala e da escrita atinge cerca de 15 milhões de brasileiros

Especialistas interpretam o mundo de quem convive com a dislexia Stock Photos, Divulgação /
Tratamento deve ser individualizado para facilitar a leitura e a escritaFoto: Stock Photos, Divulgação /
Desde os 4 anos de idade, o pequeno Kenzo Lima, hoje com 10, apresentava algumas dificuldades que preocupavam sua família. A fala do menino era confusa e quando ele ingressou na escola não conseguia identificar as letras. O servidor público Hiroshi Plácido, 39 anos, teve a certeza de que algo realmente estava errado quando notou que o filho se isolava cada dia mais.
– Ele também não tinha êxito na escrita e passou a evitar a escola, chorava e pedia para não ir. Buscamos ajuda especializada para entender o que se passava. O diagnóstico não deixou dúvida: Kenzo sofria de dislexia. Foi um grande susto porque não sabíamos do que se tratava e não tínhamos a mínima ideia de como ajudá-lo a superar os entraves que atrapalhavam seu desenvolvimento – relata Hiroshi.
A dislexia é uma dificuldade na leitura, escrita e soletração de palavras, frases e textos que pode comprometer seriamente a evolução escolar de crianças acometidas pelo distúrbio (veja infografia). Normalmente, o disléxico tem atraso na aquisição da linguagem, é propenso a trocar letras na hora de falar, apresenta dificuldades em assimilar as cores, números em sequência e memorização de músicas. A aversão a livros e a tudo relacionado à escrita é inevitável, pois, para os disléxicos, essa representação da linguagem nada mais é do que uma grande sopa de letrinhas.
A fonoaudióloga Alice Sumihara explica que o transtorno pode ser diagnosticado somente depois da alfabetização. Para confirmar um caso de dislexia é preciso uma investigação criteriosa realizada por uma equipe multidiciplinar composta por psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo. O diagnóstico é fechado depois da exclusão de outros fatores, como deficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais congênitas ou adquiridas e desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar. No Brasil existem, em média, 15 milhões de crianças e jovens com dislexia.
Não existe um padrão, mas as vítimas desse distúrbio geralmente são excelentes em artes plásticas, música, matemática. O nível de inteligência é, no mínimo, na mesma média apresentada pela população em geral. “Albert Einstein, físico alemão que propôs a teoria da relatividade e conquistou o Prêmio Nobel de Física em 1921, era disléxico. Em anos de experiência, nunca avaliei um disléxico que não tivesse uma inteligência superior”, garante Alice Sumihara, que também é psicóloga.
Autoestima 
A dislexia pode variar de leve à severa.
– Em casos raros, a pessoa jamais conseguirá ser alfabetizada. Já nas situações em que ela se apresenta de forma moderada ou leve, desde que acompanhados e tratados, os disléxicos conseguem desenvolver mecanismos para driblar as dificuldades e levar uma vida acadêmica normal. Muitos se formam e são profissionais extremamente bem-sucedidos – garante.
Independentemente do grau em que se apresenta, a dislexia sempre abala a criança psicologicamente.
– É tudo muito confuso para a vítima desse transtorno. Os disléxicos têm baixa autoestima, julgam que são incapazes e fogem de tudo relacionado à escrita. Ao mesmo tempo, eles desenvolvem outras habilidades muito bem e entram em conflito por conta disso – explica a psicóloga infantil Vânia Jughartha Bonna.
Eles precisam de muita atenção
A ciência pouco sabe sobre a dislexia. Por enquanto, estudos evidenciam que o problema é hereditário, mas nada foi comprovado sobre alterações fisiológicas no cérebro dessas pessoas.
– Na verdade, o caminho percorrido para a decodificação do processo de leitura no cérebro é que é diferente para os disléxicos – completa Vânia.
Não existem ainda exames específicos que detectam o problema, o que contribui para a demora em fechar o diagnóstico.
A dislexia não é uma doença, mas precisa ser tratada por profissionais especializados na área. Alice observa que de 10% a 17% da população têm esse distúrbio.
– Em uma classe de 30 alunos, pelo menos três apresentam algum grau de dislexia. Já vi casos de alunos de 15 anos que ainda estão no 2º ano do ensino fundamental – lamenta.
O tratamento é individualizado e a avaliação bem feita é que orientará os exercícios que facilitam a leitura, a escrita e o entendimento.
– Especialistas no problema apresentam ferramentas que auxiliam a criança a encontrar o caminho para seu desenvolvimento acadêmico – completa Vânia.

Mia Couto: "A Educação me deu muitos instrumentos importantes"



Além de um dos principais escritores africanos, o moçambicano é biólogo

04/08/2011 17:50 
Educar
Foto: Mia Couto é filho de portugueses que imigraram para Moçambique
Mia Couto é filho de portugueses que imigraram para Moçambique
A Educação me deu muitos instrumentos importantes, porém precisei me libertar de alguns deles. Para poder crescer, tive de ser capaz de anular algumas coisas.
Portanto, há aqui um processo de aceitar e fazer crescer coisas que a Educação nos ensina, mas também ser capaz de sacudir aquilo que a Educação formata e que não nos ajuda a ser feliz, como, por exemplo, o sentimento de que tudo está certo, de que tudo está estudado, de que não vale a pena duvidar, de que o mais importante é saber dar respostas, quando na verdade o mais importante é saber fazer perguntas, manter um sentimento de inquietação e indisciplina por toda a vida.
Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, e é um dos principais escritores africanos, comparado a Gabriel Garcia Márquez, Guimarães Rosa e Jorge Amado. Seu romance Terra sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Além de escritor, é biólogo.


http://educarparacrescer.abril.com.br/depoimentos/mia-couto-educacao-me-deu-muitos-instrumentos-importantes-635814.shtml

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dicas de livros para as férias



por: Equipe do Educar para Crescer
* Por Maria Slemenson
Aqui você encontra diversas opções de livros para serem lidos com seu filho nas férias. Eles foram selecionados pela sua qualidade literária e por terem o potencial de diverti-los nos dias de lazer.
Aproveite este período de descanso para se dedicar a momentos de prazer em família. Vocês podem realizar a leitura de diferentes formas: podem ler a história em voz alta, alternando as vozes das personagens. Outra opção é cada um ler o livro individualmente e depois discutirem as impressões e sensações suscitadas. Aqueles mais extensos podem ser lidos aos poucos, um ou dois capítulos por dia.
Para ajudá-los na escolha das obras, as indicações foram feitas pensando no público infantil (entre 3 e 7 anos) e infanto-juvenil (entre 8 e 13 anos). Bom divertimento!

INDICAÇÕES PARA CRIANÇAS ENTRE 3 E 7 ANOS
Obax
André Neves
Editora Brinque-Book
Andre Neves, autor e o ilustrador desta aventura, narra por meio das palavras e das imagens a história de Obax, uma menina africana que vive muitas aventuras. Porém, ninguém acredita nela, afinal, na aldeia onde vive não há muito o que fazer. Invencível diante do olhar incrédulo dos adultos, ela parte para a maior delas: uma volta ao mundo em companhia do parceiro Naifa, um elefante que se perdeu de sua manada.

O Leão e o Camundongo
Jerry Pinkney
Editora Martins Fontes
Na lei da selva os mais fortes vencem os mais fracos, sempre. Neste livro, baseado nas Fábulas de Esopo, a regra não se aplica: leão e camundongo protagonizam a história como grandes salvadores. O rato, sem querer, interrompe o sono do Leão, que em um ato de piedade, solta sua presa. Mais tarde, é ele quem liberta o leão de uma armadilha de caçadores. A narrativa é costurada apenas com imagens que pedem para serem lidas e apreciadas pelas crianças.

João Esperto leva o presente certo
Candace Fleming
Editora Farol
Neste conto de princesas, o Rei convida todas as crianças do reino para a festa de 10 anos de sua filha. João, aparentemente convidado por engano, se entusiasma com a festa. Apesar da pobreza em que vive com sua família, providencia um delicioso bolo de presente para a princesa e segue a caminho do reinado. Enfrenta uma revoada de corvos, o ogro desgrenhado e a floresta silenciosa e escura. E chega, apenas, com o morango que enfeitava o doce. O que será que a princesa achou do presente?

Gildo
Silvana Rando
Brinque-Book
Gildo era muito corajoso, mas havia uma coisa capaz de fazê-lo perder o sono: as bexigas que enfeitam as festas infantis. A cada novo convite de aniversário de seus colegas de escola ficava aterrorizado, mal pregava os olhos pensando nas inúmeras bexigas que seriam entregues após soprarem as velinhas. Até que em um dia não teve como escapar: leia o livro e saiba como Gildo enfrentou o seu medo.

INDICAÇÕES PARA CRIANÇAS ENTRE 8 E 13 ANOS
Matilda
Roald Dahl
Editora Marins Fontes
Todo mundo acha que qualquer pai ou professor gostaria de ter um filho ou um aluno que adorasse ler, que preferisse os livros aos jogos de computador, televisão e outras distrações. Mas com Matilda foi diferente. Seus pais não entendiam seu gosto pela leitura. A diretora da escola menos ainda. A menina passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro e quanto mais lia, mais aumentavam seus problemas. A história terminaria em tragédia se não fosse a Srta. Mel, uma professora muito querida.

Diário de um banana: um romance em quadrinhos
Jeff Kinney
Editora Vergara & Riba
Não é fácil ser criança, crescer menos ainda. Quem já passou pela escola conhece bem os problemas enfrentados por Grag, um menino de 11 anos que, em um diário, conta as desventuras de sua vida escolar. Em uma série com 5 títulos, o garoto enfrenta os desafios da pré-adolescência: disputa entre os meninos, festas e paqueras e mudanças em seu próprio corpo. Quem gostar de Diário de um banana: um romance em quadrinhos, o primeiro da coleção, poderá se aventurar a ler os outros.

Contos de Adivinhação
Ricardo Azevedo
Editora Ática
Ricardo Azevedo, autor brasileiro, aproxima as crianças e adolescentes dos contos populares de nosso país, diminuindo a distância existente entre os centros urbanos e rurais, a metrópole e o sertão. Em Contos de adivinhação apresentam-se os tradicionais reis e príncipes ao lado de pessoas simples do sertão, com histórias que transmitem mensagens sobre a vida e a natureza. Com textos curtos, podem ser lidos em uma só sentada e desfrutados pouco a pouco.

Pippi meialonga
Astrid Lindgren
Editora Cia das Letrinhas
O mundo é pequeno para Pippi, uma menina de 9 anos que não se amedronta com pouco. Encantadora e autoconfiante, desmente o mito de que as meninas são frágeis e medrosas. Para começar, não tem pai nem mãe e mora sozinha. Feliz e contente vive a sua independência: confecciona suas próprias roupas — nada convencionais. Em companhia de um cavalo e um macaquinho mostra a todas as crianças como transformar o medo em liberdade. Se gostar desta saga, procure os outros livros da coleção.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tenha uma atitude ENTUSIÁSTICA

Quando o fogo do entusiasmo se acende, passamos a ter um interesse vivo por tudo o que queremos realizar. O ardor de querer fazer o melhor de nós mesmos se une a uma alegria despretensiosa e leve e sabemos como persistir, mesmo quando dificuldades emergem. A atitude entusiástica nos vitaliza com um fogo criador e divino e a energia está sempre presente para nos apoiar. O resultado é uma perfeita entrega à nossa Essência Divina.

Sugestões práticas para uma atitude Entusiástica:
1. Se você começar a amar o que faz, naturalmente acabará fazendo o que mais ama.
2. Viva na companhia de suas aspirações mais elevadas. Leia livros que estimulem a sua auto-realização.
3. Procure sempre ver o melhor nas pessoas e situações. O que há de melhor em cada pessoa é que acolhe e transforma aquilo que ainda não tem consciência para ser o que realmente é.
4. Realize suas tarefas com ardor, ou deixe para fazê-las quando estiver em paz consigo mesmo.

Trecho tirado do " O livro das atitudes" - Ed. Pensamento.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

10 dicas para incentivar o seu filho a ler


Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor

"Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga. Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo. Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis. A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

"O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros", afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL). A família tem o papel, portanto de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação, algo que deve ser feito porque foi pedido na escola, por exemplo. "As crianças precisam ser encantadas pela leitura", diz Lucinea Rezende, doutora em Educação e também professora da UEL.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/incentivar-leitura-624840.shtml

Receita de Ano Novo - Carlos Drumond de Andrade



Para você ganhar belíssimo Ano Novo, 
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drumond de Andrade

NOVO ANO!!!!

Sejam bem vindos a 2012!
Este ano será bem melhor do que o passado.
Ainda hoje, você fará a lista de objetivos do ano.
Nas tarefas que têm a executar, irá separar o que é prioridade, o que é urgente, e o que pode esperar.
Planejará o trajeto para alcançar os seus objetivos.
E com a disciplina, a persistência, e sempre focada(o) no que precisa realizar, terá um ano de sucesso, conquistas e alegrias.
TENHAM UM FELIZ NOVO ANO!!!!


Com muito carinho,


Cristiane Moura